Hoje é dia dos namorados. Você já parou pra pensar como anda seu relacionamento? Se a resposta é “NÃO”, talvez seja hora de pensar. Mas, se a resposta for “SIM” e você tiver chegado a conclusão de que ele não vai muito bem, CALMA!!! Ainda dá tempo de mudar e tentar “salvar a relação”.
Segundo Robert Epstein os relacionamentos acabam porque as pessoas tem expectativas nada realistas e pouca capacidade para mantê-los. Além disso, temos a tendência a escolher parceiros inadequados, confundindo apaixonamento com atração física.
Muitas vezes, apesar das dificuldades, as pessoas até lutam para continuarem juntas, principalmente quando tem filhos. No entanto, “se estamos com a ‘pessoa errada’ e não temos as ferramentas básicas para resolver os conflitos e para nos comunicar, as chances de sucesso são muito remotas” (Epstein, 2010, p. 42).
Mas calma! Isso não significa que não seja possível lidar com esses conflitos e manter uma relação saudável para os dois lados. Segundo Robert Epstein, “existe um remédio para o péssimo desempenho humano em relações românticas” (Epstein, 2010, p.42).
Para o autor, o que os casais precisam é assumir o controle da sua vida amorosa. “Nós crescemos com contos de fadas nos quais forças mágicas ajudam as pessoas a encontrar a sua alma gêmea, com quem elas viveriam felizes para sempre sem o mínimo esforço. Pois é, essas histórias nos deixaram indefesos, colocando nossas vidas amorosas nas mãos das Parcas, entidades mitológicas que cuidam do destino das pessoas” (Epstein, 2010, p. 45).
O autor cita alguns fatores que contribuem para o crescimento e fortalecimento da relação. O fator mais importante é o comprometimento, seguido por boa comunicação. Outros fatores são: capacidade de compartilhar segredos, predisposição para modificar comportamentos para satisfazer as necessidades de outras pessoas e a vivência de situações desafiadoras pelo casal juntos.
Uma descoberta interessante no estudo de Epstein foi que o nascimento dos filhos muitas vezes fortalece a relação. Isso vai contra o resultado de outras pesquisas que afirmam que ser pai ou mãe é uma ameaça aos sentimentos de amor do casal. Epstein coloca que isso talvez esteja ligado a uma expectativa pouco realista do relacionamento: “para pessoas pouco amadurecidas emocionalmente, o stress de manter uma família pode causar o rompimento de expectativas e transformar alguns sentimentos” (Epstein, 2010, p. 47).
Provavelmente a vontade da maioria dos casais seja de manter um relacionamento forte e duradouro. Com certeza isso é possível, mas ao contrário do que acontece nos contos de fadas isso não acontece num passe de mágica. Para manter um relacionamento saudável é preciso aprender a relacionar-se, persistir apesar das dificuldades e comprometer-se tanto com o parceiro quanto com o relacionamento. Certamente isso não é tarefa fácil, mas acredito que vale a pena tentar. Mas é preciso querer que tudo dê certo e se empenhar pra isso.
FELIZ DIA DOS NAMORADOS!!!
Fonte: Revista Mente e Cérebro, ano XVII, nº 205, pp. 40-47, fevereiro de 2010.